Representante do Procon-MT é convocada a prestar esclarecimentos na CPI da Energisa

A instauração da CPI, para investigar a Energisa-MT, tem estimulado o aumento das reclamações de clientes contra a empresa, no Procon-MT

Foto:Eliel Tenório

A secretária-adjunta do Procon-MT, Gisela Simona, foi a segunda convocada a prestar esclarecimentos perante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa-MT, na tarde de quinta-feira (05), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A CPI tem como objetivo investigar denúncias de abusos nas contas de energia elétrica, enxugamento nos quadros de funcionários e a má prestação dos serviços oferecidos pela concessionária.

Gisela apresentou durante a oitiva, em slides, dados que, segundo ela, comprovam diversas irregularidades cometidas pela empresa.

Entre os dados apresentados pela secretária, chamam a atenção o fato de que 82,6% das reclamações são de clientes se queixando de cobranças abusivas.

Outro fato, revelado por Gisela, mostra que a instauração da CPI para investigar a Energisa-MT tem estimulado o aumento das reclamações de clientes insatisfeitos com empresa. Em 2015, quando empresa começou a operar em Mato Grosso, foram registrados 5.359 reclamações. No ano de 2016 foram 5.707, em 2017, 5.699. Durante 2018 houve um leve aumento, ficando em 5.809, já em 2019, ano em que foi instalada a CPI, o número saltou para 8.285.

“A Energisa tem cometido diversas irregularidades e uma das mais graves é ela não efetuar a leitura mensal, fazendo somente por estimativa, saindo da sua faixa normal de consumo o consumidor acaba pagando mais, pois em Mato Grosso o ICMS é escalonado, ou seja, quanto mais se consome mais o cliente paga, de iluminação pública, ICMS e outros impostos, outra é não praticar a religação de urgência, dentro de 4h na área urbana, e 8h na zona rural, após o cliente ter a energia cortada, outro erro da empresa é não oferecer atendimento prioritário para seus clientes portadores de necessidades especiais, essas são apenas algumas das infrações cometidas pela concessionária”, relatou Simona.

A secretária também explicou que o total de multas aplicadas contra a Energisa-MT já está em R$ 13.822,400,00. Mas desse total, somente R$ 267,271,83 foram pagos.

” A Gisela Simona apresentou documentos que irão contribuir muito com o nosso trabalho de investigação. Trouxe dados que já sabíamos a exemplo o de que a Energisa e campeã em números de reclamações e também informações novas como o fato do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem-MT) estar entregando laudos sem assinatura, que não tem nenhuma legitimidade, podendo até ser adulterados. Essas e outras informações coletadas serão investigadas até chegarmos a uma resposta para a população mato-grossense”, disse Elizeu Nascimento, presidente da CPI da Energisa-MT.

A comissão vai convocar representantes da Ager e da Defensoria Pública, para serem ouvidos na próxima oitiva.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa-MT, é composta pelo deputado Elizeu Nascimento, como presidente, Carlos Avallone (PSDB) como relator; Thiago Silva (DEM), vice-presidente; membros titulares, Paulo Araújo (PP) e Dr. Eugênio (PSB). Os suplentes são os deputados Valdir Barranco (PT), Romoaldo Júnior (MDB), Xuxu Dal Molin (PSC), Dilmar Dal Bosco (DEM) e Valmir Moretto (Republicanos).

Por Gabriela Bomdespacho Von Eye

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