O Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão não é uma data para ser comemorada

Essa data está longe de ser um momento de celebração

A data foi criada para relembrar todas as vítimas infantis de afogamento, envenenamento, espancamento, queimadura, trabalho infantil e abuso sexual. Como uma maneira de protestar e levar à reflexão diante dessa violência, que infelizmente, cresce todos os dias no mundo inteiro, a Organização das Nações Unidas (ONU), instituiu no dia 4 de junho de 1982, o Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão. Essa data está longe de ser um momento de celebração, porém, foi instituída em forma de luto.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Ministério dos Direitos Humanos, o total de 85.000 notificações de agressões de diferentes tipos (física, psicológica e tortura) contra crianças e adolescentes com idade até 19 anos, por ano, foram registradas no Brasil. No entanto, o número pode ser muito maior, já que muitas das vítimas ou pessoas próximas têm medo de denunciar os agressores.

Neste momento de pandemia, é ainda mais necessário prestarmos atenção para a carência de proteção das nossas crianças, que se encontram numa fase frágil e mais expostas ao perigo. Pois, em alguns casos, estão sendo obrigadas a passar mais tempo na companhia do agressor.

Temos o dever de zelar pelas nossas crianças, se você presenciar alguma situação em que uma criança esteja em perigo denuncie.

Se for uma situação de flagrante, (quando o abuso estiver acontecendo), ligue para o 197. Ou para o Conselho Tutelar. Para saber o telefone do Conselho Tutelar mais próximo de sua casa, ligue para o número 100, lembrando que a ligação é gratuita

Confira algumas dicas de como identificar que uma criança está sofrendo abusos:

Perturbações no sono. A criança tem dificuldade para dormir ou fica com o sono agitado, podendo haver pesadelos repetidamente.

Alimentação. O apetite pode aumentar ou diminuir.

Desempenho na escola. Dificuldades de concentração, recusa na participação de atividades, queda no desempenho e aproveitamento escolar.

Por último, prestar atenção nas mudanças de comportamento bruscas e repentinas, que podem envolver desde o desinteresse por atividades que costumam lhe dar prazer, ou até mesmo apresentar medos que já não possuíam antes.

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