Diretor da Ager diz que problemas com Energisa são maiores do que estão sendo mostrados 

Servidores da Ager apresentaram slides contendo diversas informações que pesam contra a Energisa

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa, instaurada no dia 23 de outubro de 2019 na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, com prazo para conclusão em 180 dias, reiniciaram os trabalhos de investigações, ouvindo dois integrantes da diretoria da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso – Ager/MT. Na primeira oitiva realizada no dia 18 de fevereiro (terça-feira) foram convocados para prestar esclarecimentos, sobre a concessionária de energia elétrica de Mato Grosso Energisa S/A,  o diretor da AGER, José Rodrigues Rocha Junior e o coordenador, Thiago Alves Bernardes.

Durante a oitiva os servidores apresentaram slides contendo diversas informações que pesam contra a Energisa, entre elas estavam dados sobre os números de reclamações, valores de multas e irregularidades cometidas pela concessionária contra os consumidores, e explicaram quais são as funções do órgão que tem como uma das suas atribuições fiscalizar a concessionária de distribuição elétrica no estado de Mato Grosso.

O diretor José Rodrigues informou que a Energisa registrou, no ano de 2019, 677.116 reclamações de consumidores. Sendo, 597.645 referentes a falta de energia e 79.467 por outras razões. Entre elas estão  variação de consumo, tensão de fornecimento, abuso no valor das contas e outras. “O problema é muito maior que os dados mostramos aqui’, disse o diretor, que ainda lamentou não ter pessoal suficiente para realizar os trabalhos de fiscalização. Mato Grosso possui mais de 90 subestações de energia.

Thiago Alves Bernardes, informou que Energisa foi obrigada a creditar em 2019 mais de R$ 16 milhões nas  faturas dos consumidores, a título de compensação por suspensão indevida no fornecimento de energia e que a população de Mato Grosso ficou aproximadamente 20 horas sem energia, por unidade consumidora.

Na reunião, conduzida pelo presidente da CPI, deputado Elizeu Nascimento (DC), os servidores da AGER também apresentaram dados sobre as multas aplicadas contra a Energisa desde desde o ano de 2017, que já soma um valor de R$ 26 milhões, sendo R$ 14 milhões só no ano de 2019.

As principais irregularidades cometidas pela empresa Energisa, que acabaram resultando em multas, são cortes sem justificativa no fornecimento de energia, faturamento por estimativa sem previsão legal, erro em cálculos de cobranças,exigências desnecessárias de documentos para alteração da titularidade de contas, cortes no sábado, domingo ou feriados, proibido por lei.

“Embasado nas informações que recebemos, algumas coisas já estão bem claras, a população está pagando encargos sociais que não deveriam pagar e a cada reunião que realizamos temos mais convicção que estamos no caminho certo. A CPI para investigar a Energisa não terminará em pizza, como algumas pessoas estão dizendo “, declarou o deputado Elizeu Nascimento.

A  AGER disponibiliza os números de telefone 0800-647.6464, ou (WhatsApp) 065- 98435-7458, para solicitar informações e registro de reclamações.

Durante a reunião, que contou com a presença dos deputados Carlos Avalone (PSDB), Dr. Eugênio (PV),Paulo Araújo (PP) e Thiago Silva (MDB), alem do presidente da CPI, foi definido que os próximos convocados para a próxima oitiva serão o presidente da Energisa, Riberto José Barbanera e os diretores da empresa, Alessandro Brum e José Souza e Silva.

Por Gabriela Bomdespacho Von Eye

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